A indústria ameaça emigrar: a política energética está a tornar-se um perigo?”
Tendências crescentes de migração de empresas industriais na Alemanha: uma pesquisa DIHK alerta para os riscos da desindustrialização e da política energética.

A indústria ameaça emigrar: a política energética está a tornar-se um perigo?”
Cada vez mais empresas na Alemanha estão preocupadas com a sua competitividade futura. A política energética do país, em particular, é considerada um risco importante. Um inquérito actual realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Alemã (DIHK) destaca que as empresas com utilização intensiva de energia, em particular, estão cada vez mais a pensar em deslocalizar a produção para o estrangeiro.
Forte desconfiança na política energética
O DIHK está a realizar um inquérito que inclui 3.283 empresas, um número particularmente grande delas da indústria. Os resultados do “Barómetro da Transição Energética” deste ano mostram uma forte desconfiança na política energética alemã. Achim Dercks, vice-diretor-gerente do DIHK, disse que a confiança das empresas na política energética foi gravemente prejudicada: “Os riscos superam as oportunidades”, disse Dercks.
Tendências crescentes de migração na indústria
Actualmente, 45% das empresas com utilização intensiva de energia planeiam reduzir a produção ou mudar-se totalmente para o estrangeiro. Esse número aumentou sete por cento em relação ao ano passado. A situação é particularmente alarmante nas grandes empresas com mais de 500 funcionários, onde 51 por cento já estão a considerar tomar medidas adequadas.
A reação política e as preocupações económicas
Apesar da grave situação que o setor enfrenta, o governo federal só respondeu esporadicamente. Dercks criticou a “iniciativa de crescimento” do governo por não abordar os problemas centrais do fornecimento de energia. Isto deixa as empresas perdidas, pois necessitam urgentemente de soluções práticas.
O impacto no investimento e no desenvolvimento
Mais de um terço das empresas inquiridas afirmaram que conseguiram investir menos em operações centrais devido aos elevados preços da energia. Um quarto deles sente-se forçado a negligenciar a protecção climática. Estes desenvolvimentos estão a conduzir a um declínio preocupante na competitividade da indústria alemã. Dercks alertou que a migração ou relocalização da produção não é o único desafio; a falta de clima de investimento é um problema igualmente grande.
Sugestões para melhorar a situação
Para responder aos desafios atuais, o DIHK elaborou uma lista de dez sugestões. Isto inclui acelerar a expansão da rede para energias renováveis e reduzir as taxas de rede através de subsídios governamentais. Além disso, devem ser desenvolvidas estratégias claras para o fornecimento de hidrogénio.
Resumo e perspectivas
Globalmente, o inquérito mostra uma tendência alarmante: a desindustrialização da Alemanha não só parece ser uma possibilidade temida, mas também está a tornar-se tangível através dos desenvolvimentos actuais. Resta saber como os políticos reagirão às avaliações críticas da economia e se serão desenvolvidas soluções reais para travar uma tendência descendente.